Wednesday, August 10, 2011

The Abandonment of a Governance Ethical Principle

When you start hearing again and again the argument that a country cannot default on its debt because it can redeem it with fiat money, it's a sign that a cause is lost. People may not have understood it yet, people may not have faced the consequences yet, but at this point, unfortunately, a fundamental governance ethical principle has been abandoned.

And let's not forget that redeeming debt with fiat money is just one train stop away from not being able to redeem it even with fiat money. Ask Brazil.

8 comments:

Chutando a Lata said...

Não sei bem o que queres dizer, mas vou apenas destacar o que me parece ser o ponto essencial: a moeda é neutra!. Lembro de uma entrevista do Friedman que respondeu a pergunta sobre endividamento exagerado: se a dívida é um problema, a sua monetização é a resposta. Vejo ainda que os principios éticos são rompidos quando levam um país a uma crise financeira da magnitude que presenciamos. Como exercício didático, sugiro que você proponha a seus alunos o experimento da monetização da dívida, de uma única só vez e com o estabelecimento da regra de que se , no futuro, houver dívida, ela seria monetizada. Depois, nao deixe de nos contar o resultado do experimento. Finalmente, destaco que em meus alfarrabios econômicos consta que o nível ótimo de dívida pública é zero. Um grande abraço

Pedro H. Albuquerque said...

O princípio de finanças públicas que nega ao estado o uso da moeda como fonte de financiamento é baseado na ideia de que se trata de um imposto injusto pois invisível e de incidência indeterminada. Por exemplo, pagar a dívida pública com impressão de moeda não é necessariamente um custo para os detentores de títulos do governo, é um custo para a população que utiliza a moeda do país.

Chutando a Lata said...

Exatamente por isso que pagar com moeda é preferível a se pagar com juros que sangram o orçamento: todos pagam, inclusive os detentores da dívida.

Pedro H. Albuquerque said...

Vejo diferentemente. Se os juros reais por exemplo terminarem sendo majorados para compensar pela inflação, os detentores de títulos na verdade sairiam em vantagem (o que pagariam em relação ao resto da população seria menos que o que receberiam). É possível que o pagamento de juros via impostos seja mais justo, pois os impostos poderiam ser aplicados apenas sobre os mais ricos, preservando assim a "vovó" que passou a vida comprando títulos do tesouro para sua aposentadoria de sobrevivência.

Chutando a Lata said...

Podem nos acusar de, a luz do luar maravilhoso que avisto de minha janela, estarmos, tanto aqui como aí, meio “borrachos” já que o vinho é companheiro fiel, e assim estarmos pisando em campo minado. De qualquer sorte, carrego um caminhão de dúvidas e vou descarregando aos poucos a carga pesada. A primeira dúvida é que em meu experimento problemático da monetização da dívida pública não vislumbro nenhum processo inflacionário, tendo como certo de que aumento no nível geral de preços é algo distinto de inflação. Assim, o que espero é um espetacular aumento no nível de preços que estaria limitado pela vontade e a sede de se aceitar perdas espetaculares o que no máximo faria a taxa de juros nominal convergir ao longo do tempo a zero, amarradas por todas as elasticidades que os diversos mercados nos fornecem. Vale lembrar que, como noticiam os jornais (fazendo fé que por aqui tudo de bom ou ruim se copia do que se faz ou acontece por aí) , a correlação certa, como predizem Martins e Araújo em artigo sobre dívida pública e crescimento, é de que aumento da dívida pública acarreta diminuição do crescimento. Quanto à sua vovó, ela é muito diferente da minha. As vovós daqui têm ojeriza por títulos públicos, principalmente para amparar sua previdência, porque ela sabe que se for assim estaria sendo roubada. Veja, as vovós brasileiras estão pagando o olho da cara em juros da dívida pública e recebem aquela merreca do INSS. O experimento da monetização deveria ser levado mais a sério pelos economistas, até porque, no final, das contas, o que a turma do Euro está fazendo é exatamente isto. Falta apenas entender que a estratégia correta é a dos ingleses: podemos ter o euro circulando livremente na Europa, mas nada de se endividar em moeda que não podemos emitir.

Blog do Adolfo said...

Great post and excellent discussion!!!!

Adolfo

Chutando a Lata said...

Com alegria e otimismo vejo que a turma poderosa do Euro está dando o encaminhamento correto à questão do endividamento excessivo: não podemos nos endividar em moeda que não emitimos. Vamos aguardar o segundo round: como financiar o deficit? A resposta me parece óbvia.

Pedro H. Albuquerque said...

Sim, estamos na minoria informada ao dizer que a inevitabilidade do confrontamento de seus problemas fiscais tem sido, surpreendentemente, um ponto forte do sistema vigente na Uniâo Europeia. O ECB tem jogado suas cartas políticas habilidosamente neste sentido, num jogo que não conhece antecedente histórico. Uma união fiscal perfeita provavelmente já teria levado a Europa ao mesmo buraco no qual já entrou o Japão e no qual entra os EUA. Ainda tenho esperança de que a Europa não os seguirá em rumo ao fundo do poço. Mas as forças contrárias são fortes.